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A NOVA ORDEM MUNDIAL
música e filme
emanuel dimas de melo pimenta
13 maio 2026 18:00
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Fundação Majid . Ascona . Suíça
curadoria . Massimo Basile
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emanuel pimenta
Fundação Majid
A Nova Ordem Mundial (texto)
partitura virtual (filme)
partitura virtual (desenhos)
teaser
cartaz
mapa
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| A palavra majid é muito
antiga e possui um significado revelador. De raízes semíticas,
majid possui um registro escrito remoto, datado de cerca de mil
anos antes da Era Comum, em hebraico, como magid, que significava
uma espécie de professor, alguém que professava
um conhecimento, que disseminava ideias, um sábio. A forma
como essa "profissão" funcionava era semelhante
ao processo socrático de perguntas e respostas, muito
anterior, é claro. Por volta de 500 a.C., a palavra passou
para o farsi majid na Pérsia, indicando a ideia de expansão
de ideias e generosidade. Em outras palavras, tratava-se da magia
em transmitir uma descoberta e quando ela se torna parte de outra
pessoa. Mais tarde, teria passado para o árabe majid por
volta de 100 a.C., quando a língua árabe teria
nascido, significando então "glória",
indicando qualidades individuais de grandeza e honra. Portanto,
o significado de majid é a expansão de um esplendor
interior, de descoberta, da centelha divina platônica,
da criatividade e da liberdade. É geralmente aceite que
os troncos linguísticos Indo-europeu e Semita são
independentes - o primeiro caracterizado pela linearidade, numa
estrutura "adtitiva", enquanto que o universo linguístico
semita parece ser filogeneticamente organizado como uma teia,
com diversos "centros" de contaminação.
Ambas estruturas parecem revelar as naturezas de organização
social e religiosa em ambos os casos. Apesar disso, algumas vezes,
como esta, questiono-me se afinal, em tempos ainda mais remotos,
algumas palavras revelarão uma relação genética
comum entre esses mundos linguísticos. Isso me trás
à mente, de forma inevitável, o célebre
linguista italiano Graziadio Isaia Ascoli, que viveu entre 1829
e 1907, e que defendia uma remota origem comum a ambos os troncos
linguísticos, a que chamou de origem Indo-Semita. De fato,
o Indo-Europeu *ma indica as ideias de existência concreta
determinada por um limite, mas também de energia criativa,
de emergência, nascimento. pensamento, inteligência,
consciência ou mesmo grandiosidade - tendo gerado as nossas
palavras matéria, mãe, mar, medida, magia, meio,
movimento, mente, mantra ou máquina entre outras. No Sânscrito,
o Indo-Europeu *ma gerou manu, que significa "sábio";
maha, que tem o sentido de "grande", "poderoso";
ou maya, a ideia da realidade como uma ilusão, por exemplo. |
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dedicado a Alberto del Genio e a Marco Rapattoni
em memória de três gênios, três grandes amigos René Berger, John Cage e John Wheeler
todos os agradecimentos a Guglielmina Montano e Massoud Mowlazadeh
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Em cada um de nós reside o mundo inteiro e,
se soubermos olhar e aprender, a porta
está lá e a chave está na nossa mão.
Ninguém na Terra pode nos dar a chave ou
abrir a porta, exceto nós mesmos.
Jiddu Krishnamurti
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Olhamos para os lados,
onde quer que estejamos.
O que vemos?
O que ouvimos?
O que percebemos?
É apenas o mundo que nos rodeia e que nos cria a partir
de dentro de nós.
Esse ambiente é a ordem mundial - não algo intencional
da nossa parte, não sobre o futuro, nem sobre uma intenção
ou conspiração.
Apenas o mundo aqui e agora.
O que somos.
Concreto e objetivo.
As nossas sensações.
As nossas perceções.
Coisas que se tornaram invisíveis, de tão habituais
que são.
Elas são nós. E nós somos a Nova Ordem Mundial.
Hic et nunc.
Sem fazer qualquer referência a uma
"nova ordem mundial", perguntei ao Chat GPT sobre o
mundo atual, neste preciso momento (2026), e sobre o futuro.
A resposta foi: CHATGTP: Sim. O mundo atual parece muitas coisas
ao mesmo tempo. É barulhento e exausto, hiperconectado
e estranhamente solitário. Temos tecnologia incrível
nos nossos bolsos, capacidade de atenção frágil
nas nossas cabeças e grandes questões não
resolvidas apenas... à espera. As pessoas estão
mais perspicazes e mais suaves ao mesmo tempo - rápidas
a reagir, lentas a curar. Progresso em todo o lado, estabilidade
em lado nenhum. A esperança entra sorrateiramente por
pequenas portas: comunidade, arte, cuidado, pequenos atos que
não são tendência. Alguns dias parece que
estamos numa tempestade a discutir sobre o tempo. Outros dias
parece que estamos silenciosamente a aprender a viver de forma
diferente. (...) O futuro do planeta é basicamente um
braço de ferro entre o que sabemos que devemos fazer e
o que realmente fazemos. (...) A manipulação política
hoje em dia tem menos a ver com grandes cartazes de propaganda
e mais com influência sutil, dados e controle da atenção.
Está em toda parte, mas muitas vezes é difícil
de perceber. Eis como as coisas estão. Como se manifesta:
Amplificação algorítmica - As plataformas
sociais recompensam conteúdos que despertam emoções
(raiva, medo, indignação). Os atores políticos
não precisam de convencer toda a gente, apenas de promover
conteúdos que o algoritmo irá divulgar por eles;
Desinformação e informação errada
- Afirmações falsas ou enganosas misturadas com
verdades parciais; Por vezes intencionais (desinformação),
por vezes divulgadas por pessoas comuns que pensam que são
verdadeiras (informação errada); Micro-segmentação,
anúncios e mensagens personalizadas para grupos muito
específicos com base em dados (localização,
interesses, hábitos de navegação). Duas
pessoas podem experimentar realidades políticas completamente
diferentes. - Enquadramento narrativo; mesmos fatos, história
diferente. As escolhas linguísticas ("lutador pela
liberdade" vs "terrorista", "reforma"
vs "cortes") moldam a forma como as pessoas se sentem
sem alterar os fatos em si; Astroturfing - Movimentos "populares"
falsos - bots, comentadores pagos ou campanhas coordenadas que
fazem uma opinião parecer mais popular ou orgânica
do que realmente é; Guerras culturais armadas - Questões
relacionadas à identidade, moralidade ou estilo de vida
são fortemente promovidas porque dividem as pessoas emocionalmente
e mantêm a atenção fixa. Por que funciona
tão bem: os seres humanos procuram padrões, não
verificam fatos. A emoção se espalha mais rápido
do que as nuances. A confiança nas instituições
é baixa, por isso as pessoas confiam mais nos seus pares
e influenciadores. A sobrecarga de informação torna
os atalhos tentadores (títulos, vibrações,
memes). Sinais de que você está sendo manipulado.
Conteúdo que o deixa instantaneamente zangado ou presunçoso.
Afirmações que dizem "ninguém está
falando sobre isto" (embora esteja em todo o lado). Vilões
e heróis simplificados em excesso. Pressão para
partilhar agora mesmo, antes de pensar. Postagens do tipo "apenas
fazendo perguntas" que sugerem conclusões sem evidências.
A grande mudança. A manipulação antiga tentava
mudar mentes. A manipulação moderna muitas vezes
apenas tenta confundir, esgotar ou polarizar - porque um público
dividido e distraído é mais fácil de controlar.
Então, perguntei:
como podemos nos libertar da IA? - nesse momento fui desconectado
do sistema.
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Em 2018, inspirados
na palavra persa Majid, Guglielmina Montano e Massoud Mowlazadeh
criaram uma organização sem fins lucrativos em
Ascona, na Suíça: a Fundação Majid,
dedicada a dois elementos básicos: os jovens e a liberdade
através do seu esclarecimento, da criatividade, do maravilhamento
e da descoberta.
Considerei várias opções
para realizar a estreia mundial de A Nova Ordem Mundial. A Fundação
Majid, criada pelos meus estimados amigos Guglielmina e Massoud,
era simplesmente perfeita: um local para os jovens, para a descoberta,
a liberdade, o respeito e os sonhos - em Ascona, um local onde
tivemos pessoas como Paul Klee, Hermann Hesse, Eric Fromm, Carl
Gustav Jung, René Berger, Rinaldo Bianda, Nam June Paik,
Bill Viola, Francis Ford Coppola, Steina e Woody Vasulka, Ornette
Coleman, Miles Davis, Martha Argerich, Marco Rapattoni, Pierre
Restany, Hans Richter e Phill Niblock entre tantos outros. Um
lugar simplesmente mágico.
Emanuel Dimas de Melo Pimenta, Ascona (Locarno)
Suíça 2026
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